• Ana Carolina Krüger

Michael Collins: Piloto da Missão Apollo 11 morre aos 90 anos

A cerca de 52 anos da missão Apollo 11, nesta última quarta-feira (28) faleceu o astronauta Michael Collins aos 90 anos. Sua família informou em um comunicado divulgado pela imprensa:

"Nós lamentamos compartilhar que nosso amado pai e avô morreu hoje após uma valente batalha contra o câncer".

Foto: Kat Vinson/Arquivo Pessoal


Nascido em 31 de outubro de 1930 em Roma, filho de pai diplomático, Collins se tornou piloto de testes do Exército dos Estados Unidos. Na década de 1960, ele acumulou muitas horas de voo no espaço, especialmente durante as missões Gemini. Collins foi o piloto da missão Apollo 11. A missão foi responsável pela ida do piloto e dois outros astronautas, Neil Armstrong e Buzz Aldrin, para a Lua em 1969. Permaneceu todo o tempo em órbita e não chegou a pisar no satélite natural. Isso para garantir o retorno seguro dos três astronautas.


Foto: Nasa/BBC


Com a morte de Collins, Buzz Aldrin se tornou o único membro vivo da missão. Ele completou, em janeiro, 91 anos. Neil Armstrong, que foi o primeiro homem a pisar na Lua, morreu em 2012, aos 82 anos.

Aldrin escreveu sobre o amigo e compartilhou uma foto antiga em que ele aparece abraçando Collins, que está ao lado de Armstrong, dentro da espaçonave que projetou os três em direção à Lua.

"Querido Mike, onde quer que você esteve ou vai estar, você sempre terá o fogo que nos carregou para novas alturas e para o futuro. Vamos sentir sua falta. Que descanse em paz"

Foto: Buzz Aldrin/Arquivo Pessoal


A agência espacial norte-americana, NASA, também lamentou profundamente a morte de Collins e destacou sua importante missão como o piloto da primeira viagem na história da humanidade a levar astronautas para "outro mundo".

"Um defensor da exploração, o astronauta Michael Collins inspirou gerações e seu legado nos projeta mais fundo no cosmos"

No ano de 2019, durante uma visita ao Cabo Canaveral, na Flórida, de onde partiu para a missão pioneira, Collins falou com a imprensa e disse que "sentia o peso do mundo" sobre os ombros.

"A Apollo 11 foi uma coisa séria. Nós da tripulação sentimos o peso do mundo em nossos ombros. Todos os olhos estavam voltados para nós, queríamos ser os melhores possíveis".

Foto: Frank Michaux/NASA

Enquanto seus colegas caminhavam sobre a superfície lunar recolhendo materiais para estudo, Collins foi o responsável por manter o controle da aeronave que orbitava ao redor da Lua para assegurar o retorno dos pioneiros à Terra.

Apesar de sua idade, Collins foi, nos últimos anos, o mais ativo dos veteranos da missão Apollo 11 e aquele que mais poeticamente evocou suas memórias da aventura lunar. Também no ano de 2019, durante a comemoração do 50º aniversário do marco espacial, em Washington, ele comentou:

"O Sol estava atrás dela, então ela estava iluminada com um círculo dourado que tornava suas crateras realmente estranhas, devido ao contraste entre o mais branco dos brancos e o mais preto dos pretos. Mas, por mais esplêndida e impressionante que fosse, não foi nada comparado com o que víamos pela outra janela, ali estava aquela ervilha do tamanho de uma unha, uma coisinha tão linda envolta no veludo negro do resto do universo. Eu disse então ao centro de controle, 'Houston, eu vejo o mundo em minha janela'".

De volta ao planeta, o piloto encerrou sua carreira na NASA. Foi nomeado subsecretário de Estado para Assuntos Públicos pelo presidente Richard Nixon. Em seguida, dirigiu a construção do National Air and Space Museum em Washington, assumindo sua presidência entre 1971 e 1978. Posteriormente, tornou-se consultor e escreveu livros relacionados à aventura espacial.

Assim como declarou o administrador interino da NASA, Steve Jurczyk, nós também temos a certeza que perdemos um "verdadeiro pioneiro e defensor da exploração espacial".

Que o legado de Michael Collins seja propulsão de interesse científico a todas crianças e jovens. Descanse em paz!

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